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Nessa última sexta-feira (11 de dezembro), o Real Madrid enfrentou o Bayern de Munique na Audi Dome, arena caseira dos alemães. E se os espanhóis saíram de Madri sentenciados a “vencer ou vencer” para manter vivas as esperanças de classificação para o Top 16 da Euroliga, terminaram respirando com alívio. A classificação é garantida em caso de vitória contra o Estrasburgo no próximo compromisso pela Euroliga, no Barclaycard Center, em Madri.
A PARTIDA
Um Real Madrid sentenciado e responsabilizado pela fraca campanha Europeia graças às suas próprias falhas encontrou forças na melhor equipe titular disponível: Sergio “El Chacho” Rodriguez, Sergio Llull, Jonas Maciulis, Felipe Reyes e Gustavo Ayón. A defesa que se mostrou o Calcanhar de Aquiles dos espanhóis voltou a trazer emoção para a partida nessa noite, anunciando desde o primeiro momento que as coisas seriam difíceis. Os merengues marcavam, mas também cediam aos ataques do Bayern, terminando o primeiro quarto com um placar de 18-20.
Não demorou para que o Audi Dome, de início parecendo o típico inferno vermelho de sempre, se tornasse aos poucos frio e calado. O segundo quarto se iniciava com um quinteto diferente, dessa vez com Jaycee Carrol, Luka Doncic, Jeff Taylor, Maurice Ndour e Willy Hernangómez. O Madrid liderava e vencia, mas não convencia. Não havia nenhum rastro da equipe multicampeã, que chegou a ser infernizada pelo conhecido K.C. Rivers (ex-jogador merengue), que erguia o Bayern a uma parcial de 38-36 no fim do segundo quarto.
O segundo período pode ser descrito como arrebatador. Pablo Laso soube coordenar seus jogadores, extraindo o melhor de todos que estavam em quadra. Llull e Sergio comandavam a equipe, revezando-se na função de armadores, enquanto Ayón sentenciava os alemães. O Bayern que resistia fortemente no primeiro período, se dissolvia. Com uma atuação de gala, impondo uma parcial de 2-21, já não existia defesa que suportasse o rolo compressor branco. A defesa voltou a ser sólida, tal como a da temporada passada, e a diferença no placar chegou a 24 pontos.O Audi Dome já não tinha aplausos para a equipe da casa, mas para os visitantes que retomavam à sua melhor forma.
AYÓN, LLULL E CHACHO!
O mexicano foi elegido MVP da rodada da Euroliga, acumulando 22 pontos, 9 rebotes, 4 assistências, 6 roubos de bola e 3 bloqueios, resultando em 41 pontos de valoração. Esse é o jogador que esperamos ver com mais regularidade, agora completamente adaptado ao estilo de jogo do Real Madrid.Já os armadores, foram cruciais para o domínio da partida. Llull marcou 18 pontos e 5 assistências, com 4 arremessos convertidos da linha de três. Chacho pontuou menos (9), mas distribuiu 10 assistências ao longo da partida, além de ditar o ritmo do jogo enquanto estava em quadra.A ausência de Rudy tem sido sentida, mas o elenco polivalente do Real Madrid tem se mostrado capaz de suprir a ausência de uma de suas maiores estrelas.
DEFESA! SIM, A DEFESA!
Dentre os titulares, sem dúvida o maior mérito defensivo segue para Jonas Maciulis, que se mostrou uma muralha contra os da Baviera. Anotou pouco, de fato (apenas 7 pontos), mas foi crucial nesse fundamento em que a equipe tanto pecava. Além do lituano, o restante da equipe se desdobrou e revezou no equilíbrio impecável entre ataque e defesa no segundo período, que pôde ser marcado como o melhor apresentado nessa edição da Euroliga.
FICHA TÉCNICA
BAYERN DE MÚNICH 67 (18+20+13+16): Taylor (4), Renfroe (4), Rivers (22), Savanovic (9) y Thompson (10) – cinco inicial – Dedovic (0), Seiferth (-), Micic (0), Zipser (9), Gavel (5), Mayr (-) e Bryant (4).
REAL MADRID 86 (20+16+29+21): Sergio Rodríguez (9), Llull (18), Maciulis (7), Reyes (5) y Ayón (22) -cinco inicial- Doncic (4), Carroll (2) Ndour (2), Thompkins (11), Hernangómez (0), Nocioni (-) e Taylor (6).
Por Kelvim Valente.